quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PERFUNCTÓRIO(PERFUNCTÓRIO!) - wikcionario wikdicionario



Mirando o retrato de minha mãe na puberdade
observo e sinto
que em seus olhos
eu já olhava extasiado para o mundo:
o mundo azul da Terra verde.
Eu já estava ali no universo
presente na metade do corpo dela,
pretérito no meu tempo de ser em carnação;
mas estava, naquele tempo,
antes de ser sequer rasto de feto,
pacto de óvulo e espermatozóide:
a meio-olho, ao meio-dia, meio-tijolo :
algo meã, a meio caminho do caminhante,
a um tiro de caminhão,
caminhando, em jornada,
jornaleiro à jorna pago.
( Mas mais bela  ao verdejar era a alga
marinha em seu seu verdor
composta em doce glicose,
a um passo de dança da compota
e dois passos da melodia do violinista verde de Chagall,
que colhia o verde do meu pai,
que quando bêbado esverdeava,
descendo o verde dos olhos à tez...
Porém,  perfunctório(perfunctório!) o mundo
em atos de governos virulentos e violentos
que invocam uma epifania de  Black Blocs
para espatifar vidraças
de instituições vestidas para o crime
permitido em lei capitalista,
comunista ou oriundas de repúblicas réprobas,
porém por demais democratas ou socialistas:
todas comprometidas com a corrupção
dos homens que as dirigem
e vêm a dirimir as querelas da justiça
consubstanciadas por ladrões e sicários
que empregam doutos
a serviço do direito e da ciência,
militares e milicianos a serviço mercenário
das forças armadas,
as quais defendem as debilidades políticas,
sociais e econômicas de um sistema
aberto para poucos sócios
e proibidos para todos os insolventes, inadimplentes.

Em posse da minha metade
naqueles olhos negros
de minha mãe
vi, via,  a metade da minha verdade,
meia realidade,
a meio-olho ou um olho ciclópico,
não com ou à meia luz,
mas com luz integral,
( ou vagalumesca na vaga do vagalume :vago lume)
se não fosse treva
de três trevas (tri-trevas)
ou trevo de quatro folhas
desverdeado pelas trevas tríplices
o que cavava o espaço do momento
antes do lusco-fusco
anunciar com anjo
não uma criança bem-nascida,
mas sim uma mulher na noite
pintada, sinalizada, por Joan Miró
em seu tratado pictocráfico
de príncipe-menino e princesa-noturna.
( A outra metade do meu olhar
estava nos olhos do meu pai
que via o outro lado do mundo
com outros hormônios,
outro ego e corpo meu apartado ao meio
a fio de espada do tempo
que ainda não era
na minha Era de Aquário,
signo de Virgem
nas constelações do zoodíaco
que deita de-noite
e dorme de-dia
e acorda na madrugada do acordo
com a corda ou seno
para trigonometria, alaúde, patíbulo
ou amarra de peças ou pessoas
em leva de prisioneiros
com séquito de soldados que marcham
com a cabeça no papel da lei
para cavaleiros lendários sem  cabeça
à frente da caleça,
coração ao meio,
partido.

Quando se juntaram,
unindo-se em mãe e pai,
as metades antes dispersas neles,
pelos medos e persas
caminhantes caminheiros
dos caminhos e descaminhos dos caminhões,
ocorreu a unidade daquelas metades
em uma verdade, uma realidade
e então se fez a luz a vagalume,
criou-se os céus e a terra,
as pedras e os petréis,
as ervas, heras, árvores e as lianas,
reptéis, anfíbios, mamíferos, peixes e aves,
tal qual  as vejo, sinto, penso
e ponho feito ser
junto ao fungo,
planta em que ponho o chapéu
e tiro tirocínio do céu
do petrel e outras procelárias,
bobos com suas almas-de-mestre
voejando em calmaria na procela
que fustiga com fúria
e faz balançar perigosamente
o maior dos transatlânticos.

Desse encontro
de amora que se enamora
nasceu minha cosmosvisão,
minha verdade e realidade
-  nasceu o que sou eu,
parte de mãe, parte de pai,
quando apartados,
e junção deles, empós o amor,
que acordou vencido pela barra da alva,
vencedor na flor de laranjeira, aromática,
no mundo que me não  leu,
nem sequer soletrou solerte
e me  não subverteu
na sua ginástica de exegetas e hermeneutas
das ilhas Aleutas,
nem no prazer inenarrável de ouvir alaúde
ou o terror pânico de ver o ataúde
que se dispõe a receber
o corpo do morto,
que é outro ataúde
de onde a alma e o espírito empreenderam fuga
na tocada e fuga singela do alaúde
com aletas na alma de Bach.

Mãe acaba de perder um corpo;
todavia continua com oito corpos de filhos
e outros tantos de netos, bisneto, tataranetos
que virão na viração :
mãe continua com chance de eternidade,
mirando o mundo dos meus olhos,
ouvindo com meus ouvidos,
lendo os poetas românticos
na biblioteca de "Alexandria"
que eu trouxe para dentro da memória
onde há uma pinacoteca,
museus de ciência...
- e a fusão de dois corações
em um coração vigoroso
imperturbável, impassível  nas borrascas,
inabalável nas intempéries,
em calmaria de procelárias
sobrevoando a procela a bramar,
a bufar bafejando o Zéfiro dos foles,
da gaita-de-foles com fôlego,
do pulmão, pneu, pneuma, atma
que inspira fora do mundo,
que é por  dentro o ser humano,
um microcosmos apartado,
e expira no mundo,
o macrocosmos a rodear o corpo humano,
em forma de música, melodia, ritmo
em dedos com dados de geômetra,
harmonia na arritmia, contraponto...: ponto!
- Pronto contraponto!

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ESCAMBO(ESCAMBO!) - glossário glossario etimo

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( ab ovo e - "abre ovo"! )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo(escambo!), 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço,
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

ÍCONES(ÍCONES!) - glossário glossario etimo

Nietzsche diz com propriedade que são os filósofos quem dão os valores, são eles os verdadeiros senhores, pois são os criadores de valores, os legisladores do seu povo.Os políticos, por seu turno, apenas executam o serviço sujo, que é a política, enquanto a elite intelectual, que verdadeiramente comanda, porque livres, “escrevem” com o fogo da paixão as tabulas de valores que regerão o seu povo e, quiçá, o mundo.
Os filósofos evocam a casta dos Brâmanes, na Índia : são a classe mais elevada, a escol que, por isso mesmo, deixam às classes que se lhes seguem na hierarquia, cuidar de comandar o povo, enquanto eles, os sábios brâmanes ( e a estirpe dos filósofos ocidentais) comandam de fato e de direito o mundo com seu intelecto superior e sua emancipação mental e física,pois são os senhores de si antes de o serem dos outros homens abaixo em hierarquia de valores reais.
A economia da ciência e das formas  da ciência que acatam um objeto para estudo e assim forma um canteiro de conhecimento sobre determinado objeto conceituado, limita a forma de conhecer denominada economia com valores que, se não tem perspectiva filosofante, não vem da doutrina dos filósofos e, portanto, não pensam os valores, mas os retiram ao senso comum que provem das superstições do povo e não de um intelecto lúcido e cultivado na erudição e na experiência vital que pode ser lidas em obras de vulto como “ O Príncipe” de Maquiavel, obra tão inacessível à maioria dos intelectos, acessível apenas aos intelectos mais refinados, que quase ninguém consegue ler livremente, sem cortina moral ou “ véu de Maya “ que lhe tolde os sentidos e o intelectos, pois é obra para fino filtro e para homens cujo espírito é profundamente e profusamente livre : obra para criadores de valores que regem o mundo dos homens, não para meros animais domésticos que sonham nas cátedras dormindo sob soporíferos dogmas. O sono dogmático de que fala Kant.
“ O Príncipe”, da lavra de Maquiavel, é uma das poucas obras que enunciam valores de forma científica, um das poucas obras de ciência e filosofia. Nele beberam Nietzsche e todos os demais grandes filósofos e verdadeiros eruditos que existiram após a obra. Viveram intelectualmente à sombra de tão curto, mas tão brilhante e livre opúsculo. : ciência exata da política. A maioria dos intelectuais não analfabetos quando se trata de ler este opúsculo luminar  de Maquiavel. Não é leitura para beatas e beatos.
Os valores da economia, assim entendida pelos seus cultores, não são filosóficos, não apresentam tal perspectiva e, por isso, pesam e encarecem o custo da economia no orçamento de uma nação. Senão vejamos. As regras são feitas para serem quebradas se necessário e por quem tem força para parti-las, quando demanda a necessidade e a plasticidade ou flexibilidade do sistema em as regras estão incursas, sob normas e princípios que são mais importantes e significativas que elas ( as  regras frágeis e feitas para serem ágeis, não estorvos, pedras de tropeço para mentes hesitantes, acomodados na obediência estúpida e perniciosa, que custa caro à economia, a toda economia humana) : os criadores de valores, porém seus guardiões tomam-na sempre ao pé da letra, como totem sagrado e não as quebram nunca nem permitem que os criadores as quebrem e façam novas porque não concebem nada melhor e mais sagrado do que uma regra perene, um ser fora da cifra do seu tempo. Assim se tornam as   regras, sob a égide dos guardiões mandriões,  um ser fora do seu tempo real, um anacronismo ( um não-ser, rascunho em  desmanche) e isto custa caro á economia e é empecilho  ao crescimento econômico e social, bem como político. O custo disso também está ancorado nos interesses dos que comandam o povo. A regra foi feita pelo homem e para o homem, não o homem para a regra.
Os “brâmanes”, no ocidente,  não  têm poder algum, senão intelectual; comandam pelo intelecto, sem outro intermediário que não fosse o livro, seu mensageiro, seu Hermes, seu anjo. São “representados” ficticiamente na figura da “rainha da Inglaterra” e  reis sem função alguma que, por acaso, ou não, custam caro, são um peso  enorme e um luxo inadmissível  para a economia, mormente a atual e combalida economia européia e mundial em crise. Somente na  Idade Média, com a inquisição por guarida, puderam, sob a forma de teólogos
 ( estudiosos de um ser não manifesto no ente), ou seja, os filósofos falsos ou filósofos-políticos, cujas mãos estão sujas de sangue e poder ( o que dá no mesmo – poder e sangue não se lavam, senão no dinheiro!), comandar o mundo, ao invés de passar o comando do povo ignaro aos políticos que se lhes assemelham, resolveram comandar, mesmo porque pseudo-filósofos, limitados à ontologia divina, uma mitologia onto-teológica fundada apenas no “logos” grego, no “verbo” latino, um pensar voltado apenas à palavras e sua  gramática com sujeito e predicado. Não nego o ser de Deus, mas sua existência; já a teologia nega a ambos com seu construto onto-teológico.
Outrossim pesados, e mais que as rainhas de copas e os reis de paus, temos os bobos da coorte na forma dos esportistas, astros da música, top model, atores e canastrões célebres, enfim, os ídolos ou ícones(ícones!) do povo ( esse polvo! Acho que ninguém deveria ser povo! – é mister se educar para não se ser povo!, conquanto a escola eduque para ser essa massa amorfa); tal e estúpida idolatria do populacho infla a economia com despesas inúteis, fundadas no fato ou mito que levou o Chanel  Número 5  a ser o perfume mais vendido no mundo depois que Marilyn Monroe disse que só dormia com duas gotas do seu perfume. Isso levo à dispendiosa indústria da propaganda, cujo custo para a economia é imenso e malfazejo : é dinheiro rasgado, queimado, que faz falta na barriga da muitas nações paupérrimas. Assim o lema da anti-filosofia capitalista : a maioria vive à espartana ou na miséria para que a minoria possa esbanjar sem pudor ou remorso : a economia tem esse valor como orientação, como máxima. A sociedade humana é uma guerra ou batalha de grupos antagônicos e uns são perdedores, outros vencedores; nada há de injusto nisso. Aos perdedores o choro e o ranger de dentes, ao vencedores o butim, o espólio.
Mas esta é apenas a ponta do iceberg para um ou outro ou outros Titanics orgulhosos do seu poderio e tecnologia de ponta! – que passará da ponta à periferia!
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

FÍSICA(FÍSICA!) - verbete verbete


E = mc², a primeira equação-celebridade
A equação de campo de Einstein, ou equação(equação!) Einstein,  que consagra o conceito equivalência massa-energia, está expressa na fórmula de equivalência supra. Energia é igual a massa vezes o quadrado da velocidade da luz no vácuo; ou seja, espaço e tempo não estão separados consoante concebe  senso comum, mas juntos , ou melhor, não são dois, mas apenas uma unidade.O espaço enquanto massa em velocidade e o tempo enquanto energia, que proporciona a velocidade ou movimento. O espaço, portanto, é formado de massa e velocidade, a qual é provem da velocidade ou movimento do corpo no espaço exterior ao corpo e do espaço interior ao corpo. São duas velocidades observáveis. Daí o quadrado? O Corpo (massa) se move fora de si e dentro de si, gerando mudanças em ambos os movimentos, em ambas velocidades, as  quais são postas em escala de luz. Daí o conceito ano-luz?, Ana-Luz? Ou o concerto? ( Imaginemos um concerto de saudades sua, dulcíssima amada!).
( O conceito de corpo e massa são diversos na física; está colocado aqui de forma "didática", digamos e porque o conceito de massa na língua portuguesa falada e escrita em alguns países tem conotações deferentes ,, obviamente, nada técnicas. Ora, se não fosse assim não teria conotação, mas denotaria! Mas este conceito não está, na maioria das vezes, posto apenas em terminologia científica precisa, mas no que  grassa na fala do homem do povo, com graça!).
A energia constitui a massa com sua força ou, "in casu", velocidade, movimento. Energia é, grosso modo, movimento, motor, gerador de massa. Na energia está presente a massa e vice-versa. Aí a leitura da equação, sua expressão , a qual afirma a massa( espaço, vamos dizer assim) e energia ( movimento, por assim dizer) como uma unidade, uma mesma coisa : o ser de Parmênides em outra frente e sob outros disfarces. linguísticos, semiológicos e doutrinários. O "Hén Pánta": essa a percepção inconsciente da equação de Einstein, mas que se mescla com a equação de Heráclito de Éfeso quando diz: "Panta Rhei".
Dessa confusão teórica, que põe conceitos em junção, transcrita em equação, nasce a teoria da Einstein, não transliterada, pois os brilhantes teóricos da física quântica não sabem disso.
Parmênides e Heráclito misturam e não distingue ser e tempo, ou iguala-os, ou os toma por um, ou seja,  pela mesma coisa, o que é a verdade fria do jogo de xadrez da abstração. O mesmo não faz Einstein que, a priori, os toma pela mesma coisa, mas a posteriori distingue-os, separa tempo e espaço na doutrina, conquanto não o faça na equação. Porém, como não é filósofo, nem erudito em filosofia, não percebe o equívoco.
De mais a mais, o tempo em Einstein cai num pretérito irreal, impregnado num glifo de memória,  e num futuro fantasista, obra, "opúsculo" da imaginação sempre cavilosa(cavilosa!). Leva a imaginação construir ou sonhar com volta ao passado e viagem ao futuro, pois, na realidade, o único tempo real, inexistente é o que vivemos agora, nele estamos presos e soltos, pois ele flui incessantemente para frente, mas não retorna ao pretérito, senão nas pessoas do discurso e nos tempos vernais, tempos fictícios, abstratos, tempos para pensar, recordar ou imaginar, mas não para existir, senão naquele ou neste momento em que o passado e o futuro do meu tempo presente está próximo do passado de agora há um segundo e prestes a entrar num futuro sempre presente, mas próximo um segundo do futuro, mas sempre em presença, sempre no bojo do ser, que é o tempo e o espaço, a massa e a energia, a velocidade quadrada em função da massa...( O tempo não é uma teoria : é uma tirania.Trocadilho infame, mas trocadilho!).
Partindo desse pressuposto falso, da má literatura de Einstein, cria-se toda uma literatura que enriquece muitas editoras e físicos quânticos que passam a cultivar e cultuar minhocas nas cabeças cheias de buracos de minhocas. Transformam o tempo numa personagem romântica e romanceada para máquinas do tempo, que chamam cordas cósmicas e outros nomes e renomes vãos para esconder a incipiência e fingir que tudo é a mais pura e elevada ciência. Meu bom Deus!
Então o tempo se transmuta no que entendemos por esta palavra ( a palavra "tempo") que significa muitas coisas na vida quotidiana e está, portanto, eivada de conotações e contextos empíricos, pensamento mágico e ilações fantasiosas.   tempo não-equacionado matematicamente tem contexto conotativo e denotativo, enquanto o tempo em concebido matematicamente na equação não tem contexto algum, ou se o tem é apenas denotativo. Já o tempo enquanto doutrina sofre de denotações incômodas, porque demasiadas, exacerbadas e denotações de menos, mitigadas. A matemática só tem contexto dentro da linguagem para a matemática e, por isso, não apresenta conotação no contexto, mas apenas denotação. Noção de precisão ou próxima da precisão que a linguagem altamente técnica e fria pode oferecer. É a linguagem do cérebro, que ignora os conteúdos e se foca nas formas. O tecnicismo matemático-algébrica que imbrica um microcosmo e um macrocosmo dentro e dora do ser humano.
Por outro lado, a teoria subjetiva o tempo, pois o tempo objetivo não existe, senão em linguagem matemática e enquanto palavra que designa algo subjetivo ao ser humano, o movimento da mente humana memorizando o passado e imaginando o futuro, tempos inexistentes ou tempo sem ser presente, presença, existência. O tempo enquanto energia ou velocidade unida indissoluvelmente  à massa ou na totalidade expressa pela palavra energia, espaços que separam os lados opostos da equação,  apenas existe  e é um ser enquanto movimento, energia ou velocidade,  quando unida à massa ou quando a massa está em potência na energia, que ora é massa, ora energia, em perpétuo movimento cósmico.
Contudo, quando o tempo é posto enquanto personagem imiscuído na personalidade humana e no modo do ser humano ver o movimento, a energia e a velocidade, ou seja, como uma personagem criada pela mente humana, um ente à parte, separado do movimento, da velocidade e da energia; e, ao mesmo tempo, em outra parte, em cisão com a energia, separado, á parte da massa,, da velocidade e da energia,  que mostra o tempo objetivo, in natura, então  o tempo, isolado como movimento que o homem percebe e conceitua como presente, passado e futuro, separado do movimento, velocidade, energia e massa, esse tempo tem conteúdo subjetivo, é um pedaço, um aparte, uma parte do sujeito e não do objeto, nem algo objetivo, pois o tempo não  existe, conforme o concebe a mente e o conceito humano comum, mas apenas como movimento, o qual a matemático exprime na equação ou em forma de  notação musical na partitura. O tempo subjetivado, não-objetivado, é um tempo-ser que não existe na natureza, mas na mescla que é a relação natureza-ser-humano.
Na palavra e na partitura o tempo é um ente meramente humano, subjetivo, não é o que é na música, puro movimento,nem na natureza, na física de fato : movimento, energia, velocidade, força, mas não meramente e só estes conceitos misturados indelevelmente a palavras como seu apelo popular subjetivo. A ciência tem que ser objetiva, neste sentido e na linguagem matemática e física.Física quântica e física relativista.
Einstein e os físicos quânticos transformaram a física no simbólico, ou seja, em espiritualidade. Cômico foi eles cavando um buraco de minhoca em suas mentes! Que comediantes!
Todavia, a patetice real prefere não ver a nudez deles,  tiritando de frio, pois esta é a nova roupa do rei e todo aquele que não a vê é um estúpido!
A equação de Einstein está correta, mas não a doutrina, a tese, a teoria posta em vernáculo com todo o seu contexto, que é uma carga pesada até para o camelo e o dromedário.Uf!, Puff!

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domingo, 21 de abril de 2013

AMÁLGAMA(AMÁLGAMA!) - dicionário dicionario




Algo que não existe
está tático e extático(sic)
no discurso
e no teatro :
algo que não é alga
- na água,
ou ungulado
ao lado :
no casco.
Algo não é alga.

Algo assim
sem corpo de alga
é mero (merovíngio!) discurso,
 ato de teatro,
no anfiteatro,
mas não existe
tal qual a alga
na umidade da água
e humildade da terra:
húmus, humo,
humidade(sic), humildade...,
enfim, algologia
de soldados em signos marciais
( soldados são possessões demoníacas
de ditadores albirostros).

Algo é  um ser em léxico,
lexical;
porém não um existente
a prescindir de ser
e de ente
- fenomenológico
porquanto existe
fora das fantasias,
passíveis a farsas de Aristófanes,
ou nos fantasmas nus na mente
de Parmênides e Zeno
postos a postos
no discurso do método
descartado em Cartago
e nos paradoxos de eleatas,
bem como no empírico(sic) dos sentidos :
império à parte
- no Empíreo.

Algo que não é alga,
flor do brejo,
saracura...:
- saracura em algum lugar,
algures,
quiçá em ti :
Saracura-do-brejo
( na pessoa discursiva do latim :
"Aramides saracura")
em cujo nome floresce
uma planta verde,
como sói ao vegetal,
e uma flor amarela
de pendão, perdão e beleza,
máxime quando na casa
de czar dos meus olhos
de aficionado jardineiro,
botânico enamorado
da vida que emana
de tua alma móvel
no módulo do corpo
que é algo com alga
que me amálgama :
um amálgama de paixão
no espelho dos olhos do amor
de onde olha Narciso
em flor em ti
para colibri
e me colorir,
ali e aqui
pela ameia que leva à colmeia :
o mel na forma do favo
não é uma tutaméia
no teto do castelo medievo
onde a sombra cria corpo
com relevo rosicler.

A pessoa é algo
que tramita no discurso
trafega no teatro:
mito e rito;
algo que não trama na existência
fora está e à bolina
do barco de signos da mente,
que em si é um rio
no álveo ou cavando alvéolos.
É algo : não alga.
Algo não marinho
na marinha
mercante,
maninha.
( Maninha é a terra
sem erva daninha!,
sem vinha, sem ira...).
Não é alga de fato,
mas algo sem fato,
algo no ato,
porque alga,
de fato,
espoca no verde
do plâncton
de cada olho que olha
e molha de verde
o que vê
no mar e no ar.
Lobo do mar.

Não é alga
que pinte a marinha
mas algo sem ato,
sem algoz,
- pintor sem luar
e sem  lutar para pintar o ulular
no lobo temporal do vento,
no lóbulo esquerdo,
nos lobos em alcateia,
na boca de lobo...

Alga é algo que alimenta, nutre,
punge de ver
o verde ver
- a verve de ver-te
e verter o amor
na existência derramado :
leite de leito
- de peito materno,
amante,
lactante,
- se tanto!
é o mar
de Omã...
e de quem ama
na manhã
à noite, dama.

Assim, a pessoa
é algo disperso no discurso
enquanto o ser humano
é alga na existência
tesa na natureza
avessa ao que não é fato
mas ato puro
de teatro matemático
nos gestos algébricos da equação elipsóide
- uma elipse desenhado com signos
desdenhando o ser
e representando a pessoa
que represa o ser
antes dele apanhar a vida
com uma flor-flota,
flotilha à ilha,
que frota o fruto do pensamento
escrito no estrito verde
do violinista verde
de Marc Chagall
em musical
vital...:
que é o amor
que rapta a harpia
com harpejos nos olhos...
Todavia, se preso à teia em sintaxe do código
- o discurso é um engodo
para parar godo
assassinar ostrogodo...
A  realidade?!:
- um visigodo!...
( Gótica a arquitetura,
- apenas!
na pena que sobe leve
ao céu ultraleve).

O teatro outro engodo ao godo
ou outro bárbaro tártaro
de barba e bar-bar
na oitiva da oitava
do Stradivarius
dos vários virtuoses
em poses sem posses,
possuídos
pelo senhor sem alma
grafado na madeira e cordas do violino...
Bah!
- com ricto de Bach em Bach,
bachiana número um!
- de Buxtehude...:
organista teuto-dinamarquês...
( Toca Stradivarius...
Stradivarius, toca!...
- minha canção de amor
escrita para violino Stradivarius
exprimir silente
ante a face dela...:
ai, ai!... - quantos suspiros fundos!...

- quão fundos os suspiros
da mulher que se sabe bem-amada!...
à crina do sol sem brida!... ).

 
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sábado, 23 de março de 2013

GLACIAR(GLACIAR!) - etimo etimologia

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
Cassiopeia, minha  constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).

Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).

Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão austríaca ou vienense).

Quem, Cassiopeia, achou um filão
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.

- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!

Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida, luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter  vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque  o contexto os vestiam
- de vestais!
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).

Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!

Você, Cassiopeia,
é uma constelação  suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos loucos no poder
secular e regular).

Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar(glaciar!).

( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um  amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
-  um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será  nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpercata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente  uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
 uma experiência  a três com o filho...
a quatro mãos com  a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
 ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...

Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!

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Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg

domingo, 17 de março de 2013

JUDICIOSOS(JUDICIOSOS!) - verbete glossario léxico

Muitas palavras são mal lidas, pois  leitor tem insuficiência de leitura devido ao seu nível cultural e intelectual. O vocábulo "imbecil", por exemplo, leva o leitor culto a pensar ou imaginar um ser humano que se apóia no outro para pensar, ou seja, o imbecil é um ser humano que se apóia no outro para entender alguma coisa, que vive sob doutrina, enfim. Este o imbecil; isso é o que significa esta palavra : imbecil. Seu signo em significado, ou seja, seu signo intelectual, abstrato, pois o signo material é o significante, a palavra escrita ou o conjunto de signos sem se considerar o significado, segundo o evangelho de Saussure, um dos maiores mestres, ou melhor, ele está abrigado com mérito na casa do douto, pois a  linguística  foi, também, criada por ele.
Quem se apóia em algo ou alguém para andar ou se locomover, "ver", etc., é o cego, o velho doente, enfim, o homem que perdeu ou não tem alguma função dos sentidos ou está gravemente doente ou é um deficiente físico ou, quiçá, mental, sendo que o débil mental se refugia nos remédios ou em outrem que o guia, dirige seus  passos, assim como ocorre com a criança e tenra idade.
A enorme maioria dos seres humanos não se emancipam jamais e, portanto, estão condenadas ao rol dos imbecis. São, entrementes, médicos, advogados, garis, escritores, enfim, qualquer pessoa social, pois a persona é  uma construção e um construto social, cultural, uma obra da civilização que produz e molda, ao revés dos seres ou entes humanos, que não são produtos sócio-culturais ou econômicos, mas entes livres, constituídos sob as próprias bases : estas são as inteligências naturais, os que nascem inteligentes e continuam assim porque a inteligência inata não pode ser apagada pelas doutrinas sociais e culturais dirigidas aos imbecis ou porque essas doutrinas tem poder de desmanchar ou anular essas inteligência natas ou, ainda, porque a maioria das inteligências naturais tendem a se tornar inteligências artificiais graças às pressões enormes do grupo social ou porque a própria natureza não tem interesse de mantê-las visando a sua perpetuação, porquanto mais inteligente e livre um homem, pior será ele para a comunidade dos homens ( e também melhor) e mais mal e bem espargirá pela comunidade e mais transtornos ocasionará ao planeta errante. Vide ecologistas e outros ingênuos imbecis que porfiam ( fiam!) em vão  pelo planeta, animais, plano vegetal e pelo homem imbecil, que pode ficar quedo e mudo e nada fazer senão usar os que os sábios e gênios criam para eles brincarem de carro, avião, navio, televisão e de devassar a terra enquanto planeta ou casa nossa"Cosa Nostra!".
Um imbecil segue doutrina e, portanto, é um animal de rebando, útil aos poderosos príncipes, no dizer de Maquiavel, e pastores, os quais dividem o poder temporal e "espiritual" ou doutrinário. São comandados e agem feito robôs ou zumbis. Um homem livre, por seu turno, é um problema, pois nada o contenta, muito menos os bens materiais que tanto atraem os imbecis, fato esse que cause transtornos terríveis ao rebanho, à grei e seus apriscos e prisões camufladas em trabalho, teses doutrinárias, verdades absolutas ou relativas, ciências que tudo provam, religiões que nada provam, casamentos nati-mortos ou falidos, enfim, uma gama de coisas que incomodam a alma do pobre imbecil que somente sabe e pode viver em grupo, pois sua deficiência e dependência mútua o torna bicho de fábula.
Lendo a Nicomaquéia de Aristóteles observei que a palavra vilão estava no texto do filósofo que, inobstante, não conhecera tal palavra, nem poderia, portanto, grafá-la, vez que é palavra cunhada na idade Média para designar aquele grupo de indivíduos que habitavam uma comunidade tipicamente medieva : a vila. Daí passou a voz para engrossar o glossário. Evidentemente que  tradutor vai arguir com erudição porque assim traduziu um texto do estagirita e, obviamente, os imbecis, que nada sabem e, por isso somente podem ouvir ou ler outrem, aplaudirão na platéia. Eles são a "claque"(claque!) de apoio, pois o imbecil se apóia e apóia outro imbecil: ambos morrem de medo do escuro em que vivem. São seres sem luz próprias, planetas mais cegos que os vaga-lumes lucíferos que feriam as trevas nas noites tempestuosas. Eles, os imbecis, precisam da sociedade como o aleijado da muleta ou da cadeira de rodas ( ou do carro, que é uma cadeira de rodas) : essa a essência da comunidade; um rabanho de animais dependentes.
A imbecilidade genérica é mitigada pelos psiquiatras imbecis que salvam todas as demências utilizando-se de uma terminologia científica, ou supostamente científica, a qual denominam pomposamente, como sóia ao imbecil, de "oligofrenia tríade"" para fingir para si e para os outros tolos que é apenas uma doença de alguns do grupo e não de todo o grupo, porquanto esses psiquiatras estão na comunidade dos oligofrênicos e , por isso, precisam se defender, o que corresponde a defender a comunidade de oligofrênicos que eles exploram com tratamentos, terapias e fármacos caros e rentáveis aos seus bolsos. Paupérrimos, patéticos dementes. ( Demente é  que está abaixo da mente minimamente intelectualizada; a saber : os portadores de imbecilidade, idiotia, debilidade mental... e os atores(hipócritas inconscientes e inconsistentes) e títeres que que tratam enquanto médicos, psiquiatras, psicólogos, padres, pastores; enfim, a sociedade de auto-ajuda e da "baixa!""ajuda de outrem, que vende livros e empobrece mais o socorrido. O doente ou paciente e o médico, aluno e mestre..., enfim, o imbecil e seu alter ego; esta a realidade da alteridade, sua via de interação no rebanho. Esta alteridade passa pela tradição do bobo e do rei que, atualmente, é o humorista e os espectadores no reino da televisão e das  outras mídias eletrônicas ou impressas.
Quando se lê uma palavra é preciso ler com atenção total e pesquisá-la a fundo, dese as origens etimológicas até sua peregrinação pela história ( a história é a casa do vocábulo e tem o nome de filologia ou " amor ao logos"). Nietzsche era um erudito neste sentido, um filólogo, por isso não tropeçava nas palavras. Se se lê sem conhecer as palavras, lê-se outra coisa que não é a voz ( vocábulo) escrito ou se lê um equívoco quando o literato que grafou o glossário não  conhece suficientemente a língua e suas origens. Por isso a necessidade essencial do escritor, do poeta, do filósofo, de ser um erudito profundo. Não é qualquer tolo que sabe ou pode escrever e nem mesmo ler. Esse poder e saber é para raras inteligências superiores. Ler e escrever são artes extremamente difíceis e para poucos olhos, poucas penas nas mãos, poucos teclados. É um exercício de sábios e eruditos. Alguns escrevem em verso ou prosa; outros em equações ou notação musical.
Tem gente que é tão imbecil a ponto de achar que o vocábulo imbecil é um xingamento, parte integrante do calão.
Hesíodo, um genuíno gênio da natureza, dizia com mais profundidade, honestidade, erudição e sabedoria sobre os tipos de homens que existem; a saber:
"Ótimo é aquele de si mesmo conhece todas as coisas;
Bom, o que  escuta os conselhos dos homens judiciosos(judiciosos!).
Mas o que por si não pensa, nem acolhe a sabedoria alheia,
Esse é, e verdade, um homem inteiramente inútil".
( Os antigos sábios e filósofos escreviam seus tratados doutos em versos a fim de unir o belo e o bem ( a sabedoria e a erudição,
pois sabedoria e erudição ou conhecimento não é a mesma coisa; o saber ou sabedoria vem da contemplação, espanto ou admiração do poeta, do esteta ,que está dentro do cérebro privilegiado do filósofo e o forma com a literatura, que é o primeiro saber, o saber do sentir, do provar a prova com a vida, na língua escrita, falada, cantada e que sente o sabor ; a erudição ou conhecimento é adquirido com a leitura e estudo dos sábios, que são os poetas, filósofos e eruditos clássicos. Assim se forma a tradição)).

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